| Junta de Freguesia - História da Terra |
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HISTÓRIA DA TERRA

Padroeiro: S. Paio.
Habitantes: 389 habitantes (I.N.E.2001) e 414 eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária, vinicultura, construção civil, pequeno comércio e pequena indústria.
Tradições festivas: S. Paio (26 de Junho), Senhor dos Aflitos - Senhor do Rio ( 3 de Maio), Santo Amaro (15 de Janeiro) e Senhor do Socorro.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capela de Santo Amaro, margens do rio Mouro e alto do outeiro.
Gastronomia: Cabrito assado no forno, cozido à portuguesa e pão de milho.
Artesanato: Tecelagem em linho.

No catálogo das igrejas do bispado de Tui, situadas no território de Entre Lima e Minho, mandado elaborar pelo rei D. Dinis em 1320, São Paio de Segude foi taxada em 48 libras. No aludido documento, aparece enquadrada na terra de Valadares.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513. o papa Leão X aprovou a permuta.
No registo do rendimento das igrejas da comarca de Valença, organizado pelo arcebispado de Braga entre 1514 e 1532, Segude rendia 46 réis. Foi enquadrada nessa altura no julgado de Valadares.
Em 1546, quando da avaliação dos mesmos benefícios eclesiásticos, mandada efectuar no tempo de D. Manuel de Sousa, São Paio de Segude, inserida então na terra de Valadares, rendia 20 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, São Paio de Segude situa-se na terra de Valadares, da colação do arcebispo, tendo ainda como sua anexa São Cosme de Podame. No mesmo documento diz-se que São Cosme de Podame, que fora anexa à de Segude em vida de João Afonso, se havia separado. O direito de apresentação da igreja de São Paio de Segude passara do prelado para diversos padroeiros e, destes, por doação, ao marques de Vila Real e seus sucessores.
Segundo Américo Costa, passou depois para a Casa do Infantado, por ter pertencido à Casa de Vila Real. O abade, apresentado pela Casa do Infantado, tinha de rendimento 300 mil réis.
No foro administrativo, continuou a pertencer ao concelho de Valadares até à sua supressão em 1855, por decreto de 24 de Outubro, passando desde então a integrar o de Monção.
De um modo geral todos os livros que compõem este fundo encontram-se em mau estado de conservação.
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